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| Nova ortografia da língua portuguesa |
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Passados 18 anos de sua elaboração, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa promete finalmente sair do papel. Ou melhor: entrar de vez no papel. O Brasil será o primeiro país entre os que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) a adotar oficialmente a nova grafia, já a partir do ano que vem. As regras ortográficas que constam no acordo serão obrigatórias inicialmente em documentos dos governos. Nas escolas, o prazo será maior, devido ao cronograma de compras de livros didáticos pelo Ministério da Educação.
As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%. Entre os países da CPLP, já ratificaram o acordo Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ainda não definiram quando irão ratificar o documento Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
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Vários espaços de Belo Horizonte tornaram-se extensões das salas de aula para mil e quinhentos alunos, no dia 1 de julho. Estudantes de escolas municipais da capital e de 11 cidades da região metropolitana fizeram uma caminhada pela cidade, que começou na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul, e terminou na Praça da Estação, no Centro. O Cortejo Educacional faz parte do Fórum Mineiro de Educação Integral, uma iniciativa da Prefeitura de BH. Além de promover diversão entre as crianças do ensino fundamental, com apresentações culturais, o evento fortaleceu atividades de formação de agentes da cultura, professores, coordenadores e demais profissionais dos programas Escola Aberta e Escola Integrada. À medida que o cortejo passava por pontos centrais de BH, mais estudantes se integravam à marcha. A última parada foi na Praça da Estação, onde houve apresentações culturais, exposição de arte de rua e muitas brincadeiras. Segundo a secretária-adjunta municipal de Educação, Macaé Evaristo, o evento procura debater a importância do ensino integrado nas escolas públicas da capital. "A criança fica nove horas por conta do saber, com aulas de teatro, dança, reforço e atividades fora do espaço educacional. Realizamos oficinas e ações de cultura em pontos turísticos da capital. A idéia é comemorar bons resultados da Escola Integrada para o aprendizado infantil", explica.
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| Mensalidade cara esvazia faculdades |
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Juliano dos Santos, Patrícia Ribeiro, Agatha Nascimento e Sammer Procópio são ex-alunos do ensino superior. E têm uma história em comum: a inadimplência. Antes de alcançar o tão sonhado diploma, eles trancaram a matrícula, ou simplesmente abandonaram a universidade. Os cursos escolhidos são diferentes e as escolas também - mas o motivo da decisão é um só: não conseguiram arcar com o peso da mensalidade. Ou seja, o país que cresceu 5,4% ano passado, domou a inflação, tem dinheiro para pagar sua dívida externa e está no "melhor momento de sua história", segundo o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não consegue gerar renda suficiente para manter parte da sua juventude em faculdades particulares. Agora, este vácuo começa a chamar a atenção de bancos, interessados em um novo nicho de crédito. A realidade dos estudantes mineiros é a mesma de milhões de jovens brasileiros. No país, a evasão escolar no ensino superior chega a 50%, de acordo com dados da pesquisa "Os determinantes da freqüência à rede particular de ensino e dos gastos com educação no Brasil", realizada pelos professores Naércio Aquino Menezes Filho, do Ibmec-SP, e Andréa Zaitune Curi, da Fea-USP. Especialistas em educação, estudantes e professores admitem que a mensalidade é o principal motivo que tira o aluno da sala de aula. Os índices de inadimplência divulgados variam de 15% a 50%. Mensalidades atrasadas e dificuldades em conseguir financiamentos ou bolsas são determinantes na decisão de abandonar a universidade.
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O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) determinou que os alunos do ensino médio poderão fazer o curso teórico para obter carteira de motorista em suas próprias escolas como atividade extracurricular. A resolução estabelece que os cursos devem ter 90 horas-aula (distribuídas por todo o colegial ou só nos últimos dois anos). Os alunos com freqüência de ao menos 75% (67 horas e meia) receberão o certificado. A carga horária é mais de duas vezes maior do que o curso das auto-escolas (30 horas). Com o certificado, o estudante faz a prova convencional para obter a carteira. Reprovado, ele terá de fazer o curso na auto-escola. A escola terá de pedir autorização ao Detran e manter um instrutor.
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| Jovem amadurece com reprovação no vestibular |
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ver as listas de chamadas e não achar o seu nome, ou achá-lo, mas numa classificação muito longe da aprovação. Embora seja difícil, o melhor é aceitar a situação e aprender a lidar com isso. Segundo especialistas em comportamento, o "não passar" é até positivo, pois faz o jovem a amadurecer. "Saber encarar a realidade é um dos traços da pessoa adulta", diz o terapeuta Geraldo Massaro, supervisor do departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Vivemos num mundo de alta competitividade e é bom o vestibulando aprender que nem sempre vai ganhar na vida." A psicóloga Celi Piernikarz tem a mesma opinião. "É muito importante saber lidar com perdas. Elas fazem parte do crescimento e vão ajudar o adolescente a entrar na vida real." Segundo Piernikarz, a desaprovação tem "claro, o lado negativo, mas o positivo é que ele vai passar por um processo de auto-conhecimento, para saber do que ele é capaz." A tão sonhada aprovação no vestibular da Fuvest levou três anos para Barbara Nogueira Palmieri, 21. Aluna do segundo ano do curso de nutrição, ela se diz superfeliz. "Estou realizada. O esforço todo valeu a pena." E o que diz sobre ficar três anos no cursinho? "Não me arrependo. Foi uma época de muitos aprendizados. Passei a ser mais organizada e a lidar melhor com o tempo." Patrícia Gugliotta, psicóloga, diz que o vestibulando que não é aprovado deve, primeiramente, pensar até que ponto pode ter sido responsável pela reprovação. "Ele tem que ser consciente dos esforços que fez e se programar, estabelecer metas, mesmo diante do fracasso." Ela adverte os vestibulandos que, cansados de prestar uma carreira difícil e não conseguir, pensam em migrar para um curso mais fácil. "Não adianta buscar o mais fácil. Se quer medicina, tem que ser perseverante e não trocar por uma outra área só porque é mais fácil." O dia 10 de janeiro foi um dia triste para Mariana Silva, 18. Já matriculada em uma faculdade, ela aguardava a lista do Mackenzie, sua primeira opção. Não passou – ficou na 660ª posição. Consultou as listas de chamada em espera anteriores para ver até que posição costumavam chamar. Infelicidade: até a posição 400 "ou um pouco mais". "Queria muito o Mackenzie, mas não deu. Estou feliz na minha segunda opção."
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| Não quero mudar de escola! |
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Chegou a época de comprar material escolar, uniforme e tudo mais. Tudo igual ao ano anterior? Nem sempre! Tem gente que, por um motivo qualquer, tem de mudar de escola. Só que não é nada fácil deixar os velhos amigos para trás e começar a vida em um ambiente estranho... É tão bom ir para a escola... É tanto tempo que se passa lá que os amigos são como irmãos e o ambiente escolar tem o maior jeito de segunda casa. Só que, um dia, é preciso trocar de escola, seja porque mudamos de cidade, porque nossos pais já não podem pagar ou porque a escola não tem a série que vamos fazer. Não é nada fácil! É preciso ter força para encarar a mudança. Natália Rocha de Lisboa, de 10 anos, tenta enfrentar tudo numa boa. Ela estudava em uma escola pequena, que só tem até a 4ª série - e a menina vai para a 5ª. Ela procurou se informar sobre várias escolas e escolheu uma bem grandona. Além de ter de acostumar com o tamanho da escola e com os novos colegas, Natália também precisa mudar de horário: pela primeira vez, vai estudar de manhã. Acordar cedo não é mole... Ela até pediu para que a mãe começasse a acordá-la bem cedinho durante as férias para não ter problemas.
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| Metade das vagas para a rede pública |
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Boa notícia para os mais de 900 mil alunos das redes municipais e estadual que cursam o nível médio e vão fazer vestibular nos próximos anos. Doze instituições de ensino superior de Minas Gerais vão ter de reservar metade das vagas de todos os seus cursos a estudantes de escolas públicas. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, confirma sentença de 2001, expedida pela Justiça Federal no estado. As universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), de Lavras (Ufla), de Uberlândia (UFU), de Juiz de Fora (UFJF), de Ouro Preto (Ufop), de São João del-Rei (UFSJ), de Itajubá (Unifei), a Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina, a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet MG) devem fazer listas dife-renciadas de aprovação nos vestibulares, separando os candidatos oriundos de estabelecimentos privados. A ação civil pública que requer a reserva de vagas, hoje chamada de cota social, foi ajuizada pela Procuradoria da República em Minas Gerais há oito anos. Em maio de 2001, a 12ª Vara Federal de Belo Horizonte acatou o pedido e obrigou os centros de ensino superior a destinarem 50% das vagas a estudantes da rede pública. As faculdades recorreram ao TRF1. Por ser um processo iniciado pelo Ministério Público Federal (MPF) mineiro, a Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) defendeu a reserva de vagas e o tribunal, acolhendo parecer da procuradoria, manteve a decisão de 1999.
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| Banco do Brasil publica edital |
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O Banco do Brasil realiza concurso para no nível inicial da Carreira Administrativa, no cargo de Escriturário. As inscrições ficarão abertas entre 23 de julho e 14 de agosto e as provas serão realizadas em 16 de setembro. Não há número definido de vagas já que o concurso será destinado à formação de cadastro reserva. As inscrições são feitas pelo CespeUnb e a taxa é de R$ 38. Mais informações e o edital estão no endereço eletrônico www.cursovilarica.com.br. O requisito básico é ter ensino médio completo. O salário inicial é de R$ 856,50 mensais e gratificação de 25%, o que dá um total de R$ 1.070. O Banco oferece, ainda, vale alimentação, hoje no valor de R$ 543, possibilidade de ascensão funcional, participação nos lucros e resultados, e em planos assistenciais e previdenciários. O banco irá chamar os aprovados a medida em que surgirem vagas, em razão de desligamentos, falecimento e aposentadoria, sendo que terão prio-ridade os aprovados no concurso de 2003. Esse será válido até setembro desse ano. A empresa responsável pela realização da seleção é o Cespe/UnB. As provas objetivas ocorrerão em 16 de setembro e o candidato responderá questões sobre conhecimentos básicos (Língua Portuguesa, Informática, Matemática e Raciocínio Lógico) e co-nhecimentos específicos (Atendimento e Conhecimentos Bancários). Poderão participar candidatos com idade mínima de 18 anos e segundo grau completo.
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| Educadores criticam antecipação de responsabilidades |
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Os educadores não são contra o ensino fundamental de nove anos. Mas alguns estão preocupados com a forma como os colégios vêm fazendo a mudança, que pode trazer prejuízos aos alunos. Diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo, Gisela Wajskop, que foi coordenadora do Referencial Curricular da Educação Infantil (documento do MEC com diretrizes para a pré-escola), é uma delas. "Está ocorrendo uma antecipação das exigências e das responsabilidades adultas por parte das escolas. Os compromissos, as lições de casa, as avaliações são tantas que beiram a loucura", afirma.
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| Aos 6 anos, crianças encaram escola “puxada |
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Avaliações periódicas, mais tempo de aula, menos de recreio. Crianças de 6 anos que estão em escolas que já adotaram o ensino fundamental de nove anos (previsto para estar presente em todas as redes de ensino do país até 2010) estão tendo de se adaptar a uma nova rotina --mais puxada e estressante, dizem os especialistas. Parte dos colégios particulares de São Paulo começou a oferecer o nono ano no início de 2007. Apesar de o objetivo ser a garantia de mais um ano de escolaridade obrigatória para os estudantes da rede pública e de o conteúdo curricular não ter mudado (já que a principal alteração foi de nomenclatura: o antigo pré passou a ser primeira série), o cotidiano escolar acabou mudando.
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