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| Dois terços dos analfabetos brasileiros vivem em centros urbanos |
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As mãos que embalam os filhos, cozinham do bom e do melhor e pagam impostos em dia ainda são incapazes de assinar o próprio nome, escrever bilhetes ou preencher um documento. Os olhos atentos ao noticiário da televisão, às placas de rua e a tantos símbolos da metrópole não conseguem ler um livro, os classificados do jornal ou uma carta de amor. E essa realidade não está restrita aos confins do país nem aos grotões de Minas. Pelo contrário, está mais próxima do que os cidadãos letrados imaginam. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que um em cada 10 brasileiros é analfabeto – o equivalente a 14,1 milhões da população com 15 anos de idade ou mais – e cerca de dois terços dessas pessoas estão nas cidades, e não nas zonas rurais. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, há 182 mil excluídos do mundo das letras, dos quais 95% vivem nos centros urbanos.
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| Mais rigor para aprovação na rede municipal de BH |
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Mais rigor na aprovação dos alunos da rede municipal de ensino de Belo Horizonte. A partir deste ano, os estudantes precisarão de um desempenho bem melhor para passar de um ciclo ao outro e para ter um bom conceito no boletim. No fim deste mês, os pais receberão os primeiros resultados obtidos pelos filhos em 2009, referentes ao primeiro trimestre, já com os novos parâme-tros.
A principal mudança é na porcentagem mínima de rendimento exigida para a mudança de ciclo. Em 2008, quando o boletim voltou a fazer parte da rotina dos estabelecimentos de ensino de BH, o aluno seria aprovado se tivesse entre 40% e 59% de aproveitamento. Agora, será necessário um índice de 50% a 65%.
Os outros conceitos também foram alterados. Para tirar nota A, o rendimento escolar deverá ficar entre 86% e 100%. Se tiver desempenho entre 66% e 85%, o aluno receberá B; de 30% a 49%, um D, e abaixo de 30%, conceito E. As alterações ocorreram a pedido dos professores e das equipes pedagógicas das escolas, que conside-ravam muito baixas as margens adotadas ano passado (A: 80% a 100%; B: 60% a 79%; D: 20% a 39%; E: 0% a 19%).
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| Preços de produtos de material escolar podem variar até 890% |
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Mês de janeiro é sinônimo de gastos para as famílias brasileiras. Além do IPVA, do IPTU e da matrícula dos filhos, os pais preparam-se também para gastar com material escolar. Se dos impostos não dá para escapar, uma pesquisa do site Mercado Mineiro revela que, em relação à lista de itens pedida pelos colégios, é possível escapar, caso os pais estejam dispostos a pesquisar os melhores preços.
Segundo o levantamento dos preços de 63 produtos em 15 estabelecimentos de Belo Horizonte, alguns itens chegam a variar 890%. Essa diferença foi encontrada no custo do apontador de lápis simples, que pode ir de R$ 0,10 a R$ 0,99. Já a régua plástica de 30 centímetros pode custar de R$ 0,24 a R$ 1,50, variação de 525%. Todos os produtos avaliados são da mesma marca.
A pesquisa revela o aumento de preços médio de pelo menos 30% em todos os produtos em um ano, comparando-se com os preços praticados na primeira semana do janeiro do ano passado. A régua de 30 centímetros pulou de R$ 0,40 para R$ 0,78, alta de 95%. Já a cola branca subiu de R$ 0,79 para R$ 1,41.
O diretor-executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Lopes Abreu, alerta que agora não é o melhor momento para os pais comprarem material escolar. “Os lojistas ainda não têm ideia dos valores praticados pelo mercado. Com a concorrência, a tendência é de que, na segunda semana de janeiro, os preços se acomodem em patamares menores”, explica.
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| Novo método de aprendizado |
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É possível aprender melhor? A resposta é sim. Existe uma nova tecnologia pedagógica e psicológica que proporciona aos indivíduos uma melhor relação com a aprendizagem. O desenvolvimento das potencialidades das crianças, adolescentes e adultos é foco fundamental nesta proposta. Cada um deve organizar e transformar o conhecimento adquirido dentro ou fora da escola de forma eficiente.
As dificuldades de aprendizagem ficam evidentes quando a queixa escolar é focada nas seguintes falas: "Não sabe se organizar", "é desatento", "começa e não termina uma tarefa","é impulsivo", " tem boas idéias mas não consegue colocá-las no papel", " estuda mas não consegue tirar boas notas na escola". Você conhece alguém assim? A resposta provavelmente é positiva.
Todos nós temos funções cognitivas (habilidades importantes para aprender) que ainda precisam tornar-se mais eficientes. Quando não estão trabalhando harmoniosamente, é provável que alguma dificuldade na aquisição do conhecimento esteja comprometida. As relações profissionais também são influenciadas quando as habilidades mentais estão prejudicadas. Pessoas que têm dificuldade em aceitar opiniões alheias, impõem suas vontades e não têm foco sofrem no ambiente de trabalho.
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| Escola plural pode acabar ano que vem |
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As escolas municipais podem voltar a ter "bomba" no ano que vem. Depois de criticar o atual sistema de ensino da ca-pital durante a campanha eleitoral, o prefeito eleito, Marcio Lacerda, voltou a afirmar, em entrevista à Rádio Itatiaia, que a Escola Plural foi implantada de forma errada e que a aprovação automática precisa ser revista.
"A avaliação da educação em Belo Horizonte pelo Ministério da Educação piorou entre 2005 e 2007. E essa história tem nome. Ela se chama Escola Plural, que não foi implantada direito, que não tinha prova e que, naturalmente, muitos alunos não aprenderam o que deveriam aprender, porque não houve cobrança suficiente por parte da escola", afirmou.
Atualmente, não tem reprovação na rede municipal de ensino. O aluno pode ficar retido, como uma forma de recuperação que dura um ano, se não for aprovado no fim de um ciclo de três anos. Essa etapa não é uma repetição da série, mas um reforço escolar. Ao final dessa fase, ainda que tenha dificuldades, o aluno passa para o próximo ciclo.
Lacerda não confirmou se vai voltar a ter reprovação a cada série ou no final dos ciclos de três anos. "Precisamos trazer os pais para mais próximo para discutir mais com os professores o que precisa ser feito e mostrar que o seu filho não está suficientemente alfabetizado", disse.
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| Aluno devedor terá nome em lista suja |
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Os alunos de escolas particulares que, por algum período, ficaram inadimplentes podem entrar para uma lista de devedores. A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e a empresa especializada em informações de crédito Check-Check criaram o Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (Cineb), que tem o objetivo de identificar nacionalmente os devedores crônicos e com histórico de emissão de cheques sem fundos em todo o Brasil. A idéia é que as escolas afiliadas (cerca de 700 até agora) possam cadastrar pais devedores e pesquisar sobre futuros clientes.
O acesso aos dados pelas escolas e faculdades cadastradas será feito mediante pagamento de mensalidade. Os maus pagadores têm seus nomes incluídos nas listas da Serasa e da própria Check-Check, e recebem uma notificação em casa. A decisão é vista como abusiva pelos órgãos de defesa do consumidor. "A educação não pode ser tratada como uma mercadoria qualquer. O cadastro vai trazer discriminação dentro das escolas, pois vão dar preferência para aceitar quem está com situação financeira melhor", afirma Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). O consumidor que tiver o nome incluído no cadastro e se sentir discriminado em outras escolas, diz, pode acionar os Procons ou entrar na Justiça.
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| Nova ortografia da língua portuguesa |
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Passados 18 anos de sua elaboração, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa promete finalmente sair do papel. Ou melhor: entrar de vez no papel. O Brasil será o primeiro país entre os que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) a adotar oficialmente a nova grafia, já a partir do ano que vem. As regras ortográficas que constam no acordo serão obrigatórias inicialmente em documentos dos governos. Nas escolas, o prazo será maior, devido ao cronograma de compras de livros didáticos pelo Ministério da Educação.
As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%. Entre os países da CPLP, já ratificaram o acordo Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ainda não definiram quando irão ratificar o documento Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
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Vários espaços de Belo Horizonte tornaram-se extensões das salas de aula para mil e quinhentos alunos, no dia 1 de julho. Estudantes de escolas municipais da capital e de 11 cidades da região metropolitana fizeram uma caminhada pela cidade, que começou na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul, e terminou na Praça da Estação, no Centro. O Cortejo Educacional faz parte do Fórum Mineiro de Educação Integral, uma iniciativa da Prefeitura de BH. Além de promover diversão entre as crianças do ensino fundamental, com apresentações culturais, o evento fortaleceu atividades de formação de agentes da cultura, professores, coordenadores e demais profissionais dos programas Escola Aberta e Escola Integrada. À medida que o cortejo passava por pontos centrais de BH, mais estudantes se integravam à marcha. A última parada foi na Praça da Estação, onde houve apresentações culturais, exposição de arte de rua e muitas brincadeiras. Segundo a secretária-adjunta municipal de Educação, Macaé Evaristo, o evento procura debater a importância do ensino integrado nas escolas públicas da capital. "A criança fica nove horas por conta do saber, com aulas de teatro, dança, reforço e atividades fora do espaço educacional. Realizamos oficinas e ações de cultura em pontos turísticos da capital. A idéia é comemorar bons resultados da Escola Integrada para o aprendizado infantil", explica.
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| Mensalidade cara esvazia faculdades |
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Juliano dos Santos, Patrícia Ribeiro, Agatha Nascimento e Sammer Procópio são ex-alunos do ensino superior. E têm uma história em comum: a inadimplência. Antes de alcançar o tão sonhado diploma, eles trancaram a matrícula, ou simplesmente abandonaram a universidade. Os cursos escolhidos são diferentes e as escolas também - mas o motivo da decisão é um só: não conseguiram arcar com o peso da mensalidade. Ou seja, o país que cresceu 5,4% ano passado, domou a inflação, tem dinheiro para pagar sua dívida externa e está no "melhor momento de sua história", segundo o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não consegue gerar renda suficiente para manter parte da sua juventude em faculdades particulares. Agora, este vácuo começa a chamar a atenção de bancos, interessados em um novo nicho de crédito. A realidade dos estudantes mineiros é a mesma de milhões de jovens brasileiros. No país, a evasão escolar no ensino superior chega a 50%, de acordo com dados da pesquisa "Os determinantes da freqüência à rede particular de ensino e dos gastos com educação no Brasil", realizada pelos professores Naércio Aquino Menezes Filho, do Ibmec-SP, e Andréa Zaitune Curi, da Fea-USP. Especialistas em educação, estudantes e professores admitem que a mensalidade é o principal motivo que tira o aluno da sala de aula. Os índices de inadimplência divulgados variam de 15% a 50%. Mensalidades atrasadas e dificuldades em conseguir financiamentos ou bolsas são determinantes na decisão de abandonar a universidade.
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O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) determinou que os alunos do ensino médio poderão fazer o curso teórico para obter carteira de motorista em suas próprias escolas como atividade extracurricular. A resolução estabelece que os cursos devem ter 90 horas-aula (distribuídas por todo o colegial ou só nos últimos dois anos). Os alunos com freqüência de ao menos 75% (67 horas e meia) receberão o certificado. A carga horária é mais de duas vezes maior do que o curso das auto-escolas (30 horas). Com o certificado, o estudante faz a prova convencional para obter a carteira. Reprovado, ele terá de fazer o curso na auto-escola. A escola terá de pedir autorização ao Detran e manter um instrutor.
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