| Preços de produtos de material escolar podem variar até 890% |
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Mês de janeiro é sinônimo de gastos para as famílias brasileiras. Além do IPVA, do IPTU e da matrícula dos filhos, os pais preparam-se também para gastar com material escolar. Se dos impostos não dá para escapar, uma pesquisa do site Mercado Mineiro revela que, em relação à lista de itens pedida pelos colégios, é possível escapar, caso os pais estejam dispostos a pesquisar os melhores preços.
Segundo o levantamento dos preços de 63 produtos em 15 estabelecimentos de Belo Horizonte, alguns itens chegam a variar 890%. Essa diferença foi encontrada no custo do apontador de lápis simples, que pode ir de R$ 0,10 a R$ 0,99. Já a régua plástica de 30 centímetros pode custar de R$ 0,24 a R$ 1,50, variação de 525%. Todos os produtos avaliados são da mesma marca.
A pesquisa revela o aumento de preços médio de pelo menos 30% em todos os produtos em um ano, comparando-se com os preços praticados na primeira semana do janeiro do ano passado. A régua de 30 centímetros pulou de R$ 0,40 para R$ 0,78, alta de 95%. Já a cola branca subiu de R$ 0,79 para R$ 1,41.
O diretor-executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Lopes Abreu, alerta que agora não é o melhor momento para os pais comprarem material escolar. “Os lojistas ainda não têm ideia dos valores praticados pelo mercado. Com a concorrência, a tendência é de que, na segunda semana de janeiro, os preços se acomodem em patamares menores”, explica.
Os pais devem evitar fazer todas as compras em apenas uma papelaria, sem antes ter visto os preços de pelo menos um segundo estabelecimento. Deve-se também fugir de pacotes fechados de produtos, oferecidos por papelarias indicadas pelos próprios colégios. “Listas fechadas são um péssimo negócio para as famílias”, explica Feliciano. A lista completa com os preços dos produtos e dos estabelecimentos pesquisados está no site: www.mercadomineiro.com.br
Volta às aulas, um novo desafio Tanto para as crianças que vão pela primeira vez á escola ou aqueles que estão retornando, à volta á escola é esperada com muito entusiasmo, este recheado de excitações e medos pelo desconhecido. O medo pelo desconhecido, natural no ser humano, independente da idade vai ser diferenciado pela forma e intensidade com que se manifesta e como a criança ou o jovem vai encarar os desafios, oportunidades, possibilidades. As formas de como vai encarar estão intimamente relacionadas às interações físicas, sociais, psicológicas, emocionais já constituídas internamente e do novo espaço. Sabemos que independente da idade todo ser humano tem como necessidade básica se sentir amado, aceito, pertencido.
Quando a criança já possui estes laços bem fortalecidos na família, o que chamamos de “apego seguro” normalmente não encontra obstáculos, porém outras vezes, por várias razões possuem um sentimento de “apego inseguro” em relação ao amor e confiança da família, o que faz com que a ansiedade normal muitas vezes passe para o pânico ou fobia escolar. Como muitas vezes se sentem envergonhadas, culpadas por se sentirem assim o quadro aparece com queixas em relação a outros colegas ou mesmo a professores.
O que posso sugerir aos pais é que aproveite este momento especial para estreitar laços de confiança em relação à criança e com a Escola se mantendo envolvido em todo o processo incentivando a interação com novos colegas, professores, outros pais, não esperando apenas a Escola tomar a iniciativa de chamá-los. Quando 90% dos pais estiverem realmente envolvidos com parte educativa dos filhos e com a Escola certamente teremos saltos qualitativos tanto para a família como a Escola. A Escola não é só um espaço de aprendizagem formal ela está legitimada pela sociedade como um agente subjetivante e, portanto estruturante do sujeito.
Com os anos de estudos, observações e prática se pode dizer que existem três problemas encontrados em alguns pais e professores que prejudicam em demasia a função da escola, são eles: 1º quando pais ou professores antecipam, tentam adivinhar o que aconteceu na Escola ou família; quando ficam na posição de críticos julgadores (aconteceu isso por isso...). 2º quando pais ou professores ficam na posição de juizes 3º quando pais ou professores possuem ausência ou indiferença diante dos fatos que acontecem na Escola e principalmente com a criança.
Quais são as consequências para a criança disso: 1º quando pais ou professores tentam adivinhar o que aconteceu, perturbam a criança, pois estão dificultando a sua “autoria”. (ela não é escutada e principalmente respeitada no que diz). 2º quando pais e professores ficam na posição de polícia ou juiz, bloqueiam e inibem a criança gerando culpa, pois, ela fica na posição de delator. 3º quando pais ou professores ficam numa posição de indiferença e ausências criam apatia, desinteresse, aborrecimento, sentimentos de incapacidades, desvalia, rejeição, inadequação.
Como se faz para poder minimizar isso? Tanto pais, professores, adultos, cuidadores todos os adultos que servem de modelos de referência a crianças e jovens possam dar espaço onde crianças e jovens possam conversar, questionar. Isso se faz sem a “pressa costumeira” e sim com espaço de escuta real, de olhar interessado onde se abre espaços de comunicação onde eles possam dizer o que aprenderam como aprenderam se foi fácil, quem ensinou..., como se sentiram ou estão se sentindo.
Salete Santos Anderle é docente de ensino fundamental, médio e universitário, psicopedagoga clínica e institucional, orientadora e alfabetizadora. Tem interesse em todas áreas relacionadas a saúde, educação e gestão de pessoas.
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Notícia publicada em Quinta, janeiro 22 @ 15:46:20 BRST por quintino |
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