| Gasolina mais cara a partir do dia primeiro |
|
A partir do dia 1º de fevereiro a gasolina vai ficar mais cara nas bombas. A redução do teor de álcool anidro adicionado ao combustível, que passa de 25% para 20%, vai afetar o custo do produto.
Em Minas Gerais, o aumento para o consumidor vai ser de até R$ 0,05 por litro, sendo que a média nacional de reajuste vai atingir os R$ 0,03, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
Apesar da aceleração dos preços, a expectativa é de que o consumo de gasolina cresça nos próximos meses. Isso porque o preço médio do álcool disparou, atingindo R$ 2 no estado, perdendo a competitividade. Nos postos, o brasileiro, que já consome uma gasolina mais cara que a média mundial, aponta a falta de opção no momento de completar o tanque.
O levantamento foi feito pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), observando o custo da gasolina e do diesel, sem impostos. Em 2009, mesmo com a queda nos preços do barril do petróleo, não houve alterações para o consumidor. “Este ano, também a Petrobras não deverá reduzir seus preços, já que necessita fazer frente a grandes investimentos no pré-sal”, comenta o diretor do CBIE, Adriano Pires.
A redução do percentual de álcool à gasolina vai evitar a adição de 100 mi-lhões de litros do anidro/mês. “A venda de gasolina deve aumentar nessa mesma proporção”, avalia Júlio Borges, diretor da Job Economia e Planejamento. Apesar de a modificação no percentual da mistura não ser suficiente para reduzir os preços, poderá conter os reajustes sucessivos do etanol.
“A medida terá um impacto pequeno, é mais uma atitude para proteger os usineiros”, comenta Simone Scudero, diretora de projetos e estudos de mercado da All Consult. Segundo Sérgio Mattos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Minaspetro), alguns postos já estão comercializando 80% de gasolina para 20% de álcool. Ele também considera que a proporção do consumo deve se manter, mesmo com o reajuste. Apesar de considerar difícil calcular o impacto da medida nas bombas, Mattos pondera que em Minas, tendo em vista a base do ICMS do estado, o reajuste deve oscilar entre R$ 0,03 e R$ 0,05.
Nos postos, a insatisfação com o preço é comum entre os consumidores, que desde novembro estão sem escolha entre álcool e gasolina. O engenheiro civil Ildes de Morais trabalha viajando e gasta em média R$ 3 mil/mês. Ele tem optado pela gasolina, mais vantajosa para seu veículo. “A Petrobras deveria ter um projeto para a, cada ano, reduzir um pouco o preço da gasolina. Tudo no país depende do transporte. Quando o combustível sobe, a alta de preços é ge-neralizada”, comenta.
O preço da gasolina no Brasil não segue a cotação do barril. A Petrobras manteve os preços na alta do petróleo em 2008, quando o barril ultrapassou os US$ 120, e não reduziu os custos com a cotação em baixa, que chegou a US$ 40. “A política de preços que não segue o mercado penaliza o consumidor e também o investidor.
Cada combustível é tratado de uma forma, e os custos ainda são uma caixa-preta”, critica Pires. A arquiteta Simone Barbosa faz cálculo dos custos e no momento de abastecer opta pela gasolina. Ela considera alto o valor do litro de gasolina no Brasil e lembra que quando esteve na Europa pagou menos pelo combustível. “O Brasil é autossuficiente em petróleo. A gasolina aqui deveria ser mais barata, mas é mais cara que em outros países”.
O vice-presidente executivo do Sindicom, Alisio Vaz, ressalta que os repasses de custos vão depender da política comercial de cada distribuidora. “Os custos ficam maiores a partir das compras realizadas junto às refinarias em 1º de fevereiro. Essas mudanças ocorrerão porque o preço da gasolina com impostos nas refinarias é superior ao preço do etanol anidro nas usinas. Consequentemente, a diminuição do teor de etanol levará ao aumento do custo da mistura..
|
|
Notícia publicada em Terça, fevereiro 02 @ 16:57:36 BRST por leoquintino |
|
|
|
|
| |
|